Cirurgia refrativa
A cirurgia refrativa corrige o grau dos olhos e reduz ou elimina a dependência de óculos e lentes de contato. A técnica certa depende da sua córnea, do seu grau e da sua idade.
Cirurgia Refrativa a Laser
O laser remodela a curvatura da córnea, a superfície transparente na frente do olho, para que a imagem volte a ser focalizada na retina. As principais técnicas são o PRK, em que o laser é aplicado diretamente na superfície da córnea, e o LASIK, em que é criada uma fina lamela (flap) antes da aplicação. O procedimento dura poucos minutos por olho e é feito com anestesia em colírio.
Por que o PRK com mitomicina é a minha técnica de preferência: Além de preservar mais tecido corneano, no PRK o olho fica menos seco a longo prazo do que no LASIK. A associação do PRK com mitomicina apresenta menor risco tanto no ato cirúrgico quanto a longo prazo, o que compensa amplamente a recuperação visual um pouco mais lenta e o incômodo nos primeiros dias após o procedimento.
Miopia
Na miopia, a imagem se forma antes da retina e a visão de longe fica embaçada. O laser aplana a parte central da córnea. Míopes também merecem atenção à retina periférica, com mapeamento prévio para identificar áreas frágeis que possam levar ao descolamento de retina.
Hipermetropia
Na hipermetropia, a imagem se forma depois da retina e o olho precisa fazer esforço para focar, principalmente de perto. O laser aumenta a curvatura central da córnea. A faixa de correção é mais restrita que na miopia.
Astigmatismo
No astigmatismo, a córnea tem curvaturas diferentes em cada eixo, e as imagens ficam distorcidas em qualquer distância. O laser regulariza essas curvaturas e pode ser associado à correção de miopia ou de hipermetropia.
Avaliação tomográfica corneana
A segurança da cirurgia começa nos exames. A tomografia da córnea mapeia a espessura e as superfícies anterior e posterior da córnea e identifica sinais iniciais de ceratocone, condição em que o laser convencional é contraindicado. A avaliação inclui também a refração com e sem dilatação, a medida da pupila, o estudo do filme lacrimal e o mapeamento de retina.
Laser corneano ou lente intraocular acima dos 45–50 anos?
A partir dos 45 a 50 anos, a presbiopia passa a fazer parte do planejamento. O laser corrige o grau para longe, mas não devolve a visão de perto, e o cristalino tende a desenvolver catarata nos anos seguintes. Por isso, nessa faixa de idade, a troca do cristalino por uma lente intraocular premium pode ser mais vantajosa.
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Perguntas frequentes
Qual a idade mínima para a cirurgia refrativa?
Em geral, a partir dos 18 anos, desde que o grau esteja estável há pelo menos um ano.
Por que o PRK com mitomicina é a técnica de preferência?
Porque o PRK com mitomicina dispensa o corte lamelar na córnea, oferecendo menor risco durante o ato cirúrgico e a longo prazo, além de deixar o olho menos seco a longo prazo do que o LASIK. Essa segurança superior compensa a recuperação um pouco mais lenta e o incômodo nos primeiros dias.
O grau pode voltar depois do laser?
Pequenas regressões podem ocorrer, principalmente em graus mais altos. Quando indicado, é possível um retoque. A presbiopia, que surge após os 40 anos, é um processo diferente e não significa que o grau voltou.
Quem tem córnea fina pode operar?
Depende da espessura e do formato da córnea. Em alguns casos, a PRK é a opção mais segura; em outros, a cirurgia a laser é contraindicada e as lentes intraoculares são alternativas.
Quanto tempo devo ficar sem lente de contato antes dos exames?
Em geral, de uma a três semanas, conforme o tipo de lente, para que a córnea volte ao formato natural e as medidas sejam confiáveis.